Dividido em partes, o livro conta a história de uma família, passando por quatro gerações. A sutileza que Sidney Sheldon utiliza na passagem do tempo é esplêndida. Nas primeiras páginas nos vemos em 1814, nos tempos de colonização africana e intensa exploração de jazidas, mas sem notar, de repente o leitor se vê em 1985! E aqueles velhos e cativantes personagens do começo desaparecem deixando para continuar seu história, seus filhos e netos.
Nas primeiras páginas do livro notei que o modo como Sidney Sheldon narra o conto é muito pessoal. Ele explicita os sonhos e pensamentos do personagem, despindo-o por inteiro para que o leitor possa compreende-lo. A princípio eu não gostei dessa tática, seria como se não houvessem segredos a serem descobertos, como se conhecessemos demais os participantes da trama. Mas todos esses argumentos dissiparam-se à medida que a mesma se desenvolvia, pois eram como se os personagens estivessem vivos e o leitor, através da técnica de Sheldon, achasse que os conhecesse, mas após algumas páginas descobria-se enganado.
Outro ponto importante é o caráter que ele sugere ao personagem. Os protagonistas ( pois em cada fase é um diferente) não são mocinhos ou vilões na trama. Assim como o bem e o mal é uma questão de visão, as atitudes dos personagens podem ser interpretadas da forma como se quer. Aquele carisma que se sente pela Kate, a jovem mãe solteira pode se transformar em ódio devido á seu poder de manipulação.
Em resumo, gostaria de explicitar congratulações a este escritor pelo modo em que entra na vida dos leitores envolvendo-os e humanizando-os, fazendo-os perceber que o tempo pode mudar tudo, mas é a ambição que coordena a mudança.


